Liberalismo

MONTEVIDEO-Intendencia frentista-Hay 260 mil kilos de basura en la calle

Escrito por rigofa2011 08-12-2010 en General. Comentarios (0)
EL 20% DE LOS RESIDUOS ESTÁ FUERA DE LOS CONTENEDORES
En Montevideo hay 260 mil kilos de basura en la calle
Hoy se reunen las autoridades municipales con el sindicato Adeom para negociar salarios
Residuos. Desbordan los contenedores en buena parte de la ciudad
   
La Intendencia de Montevideo (IM) advirtió ayer que un 20% de la basura en la capital del país "está fuera del sistema", es decir, está siendo vertida en la calle y no en los contenedores, como consecuencia del conflicto que mantiene la Asociación de Empleados y Obreros Municipales (Adeom) con la comuna.
Los ciudadanos de Montevideo producen 1.300 toneladas de basura, lo cual significa que ahora hay al menos 260 mil kilos de residuos en las aceras. Esta es la realidad fuera del Centro y Ciudad Vieja, donde funciona un servicio privado.

El director de Desarrollo Ambiental de la IM, Juan Canessa, anunció que la Intendencia tiene "medidas alternativas" para la recolección de basura, aunque prefirió no dar detalles sobre las mismas, ya que se esperará a mañana a ver qué camino sigue Adeom en este conflicto.

Hoy está previsto que se concrete un encuentro entre el gremio y las autoridades municipales.

Allí, los trabajadores plantearán nuevamente su principal reivindicación: que el salario mínimo de un municipal sea de $ 20.000 al finalizar el período de gobierno.

Hoy el salario mínimo nominal de un trabajador de la comuna es de $ 15.372 por ocho horas de trabajo .

Por el momento, la IM ha descartado el pedido del gremio y, en cambio, propone únicamente ajustes semestrales por el 100% del IPC. Luego de este encuentro, el Ejecutivo de Adeom se reunirá para definir cuál será la plataforma a llevar a la asamblea general de mañana.

En caso que en la reunión de hoy con los jerarcas de la IM no se registren avances, Adeom puede mañana declararse en conflicto.

Según fuentes del gremio consultadas por El Observador, por el momento Adeom está en "preconflicto", y de recibirse una respuesta negativa por parte de los representantes del gobierno municipal, la idea es agudizar las medidas de lucha.

Acciones. Según dijo ayer Canessa a El Observador, "en los 10 días que van de conflicto se perdieron 5.000 horas de trabajo en recolección". Esto se debe a que, desde la semana pasada, se suspendieron las horas extras y los funcionarios únicamente trabajan su horario de seis horas.

Fuente:EL OBSERVADOR, de Montevideo.


Informe de Política Externa Brasileira–Novembro – 2010

Escrito por rigofa2011 08-12-2010 en General. Comentarios (0)
Observatório de Política Externa Brasileira
– Informe de Política Externa Brasileira –
Novembro – 2010

O Observatório de Política Externa Brasileira (OPEB) é um projeto de informação temático executado pelo Grupo de Estudos de Defesa e Segurança Internacional (GEDES), do Centro de Estudos Latino-americanos (CELA) da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), campus de Franca.
Em seu Informe mensal, o Observatório de Política Externa Brasileira destina-se a analisar a cobertura dada pelas revistas semanais Veja, Carta Capital e pelos jornais Correio Braziliense, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, mais especificamente pelos seus editoriais. Partindo-se do princípio de que esses veículos são formadores de opinião pública e representantes de posicionamentos político-ideológicos distintos, justifica-se verificar qual a visão que divulgam a respeito das ações do governo brasileiro no que tange a sua política externa. A metodologia utilizada para a realização dessa análise será a leitura minuciosa das reportagens e posterior cotejamento das mesmas a fim de identificar as diferentes percepções dessa política de Estado. Em um segundo momento, uma breve análise da conduta brasileira no âmbito internacional será feita à luz das Relações Internacionais.
Em 2009, o OPEB ganhou prêmio de melhor projeto de extensão na área das Humanidades no V Congresso de Extensão Universitária da UNESP.
Equipe de redação e revisão:
Coordenação: Profa. Dra. Suzeley Kalil Mathias;
Mestrandos: Tiago Pedro Vales (UNESP/Franca - bolsista FAPESP); Adriana Suzart de Pádua (UNESP/ Franca - bolsista CAPES); Camila Cristina Ribeiro Luis (Santiago Dantas)
Graduandos em Relações Internacionais: Celeste de Arantes Lazzerini (Bolsista PROEX), Fernanda Nascimento Marcondes Machado, Raphael Camargo Lima.
Observatório de Política Externa Brasileira
Os veículos de comunicação semanais analisados pelo Observatório de Política Externa Brasileira, em seu informe mensal do mês de novembro, ainda esteve sob o impacto das notícias sobre o segundo turno da eleição presidencial ocorrida em 31 de outubro, e que teve como resultado a eleição da primeira presidente do país, Dilma Rousseff. As edições da Carta Capital focaram-se mais na análise da política interna, principalmente o pleito e o problema de segurança pública do Rio de Janeiro.
A revista Veja acompanhou a tendência e tratou, na maioria de suas edições, dos mesmos assuntos, não trazendo reportagens sobre a política externa do Brasil..
Em contrapartida, os jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo trouxeram em seus editoriais assuntos como a política de expansão da Petrobrás na America Latina; as barreiras comerciais entre Brasil e Argentina no Mercosul, o acordo comercial bilateral com o México e a reunião do G-20; a abstenção brasileira à votação da resolução elaborada pela comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o Irã e o apoio dos Estados Unidos à entrada da Índia no Conselho de Segurança, o que pode levar a uma concorrência com o Brasil por um assento permanente na organização.
O Brasil e a Organização das Nações Unidas (ONU)
No dia 8 de novembro, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou o apoio de seu país à candidatura da Índia a uma cadeira permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Para o Itamaraty, Obama, na prática, reconheceu a necessidade de reforma do Conselho de Segurança, instância na qual o Brasil é considerado um candidato natural a uma cadeira representativa da América Latina.
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a diplomacia brasileira, que também aspira a um assento definitivo no mais alto comitê decisório da política internacional, reagiu positivamente. Entretanto, para o periódico, é pouco
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provável que o gesto de Obama tenha consequências práticas imediatas, pois o processo de reforma ainda pode demorar anos até que a cúpula das Nações Unidas seja alterada. Porém, de acordo com o jornal, isso não invalida a busca do Itamaraty por oportunidades que propiciem aos países em desenvolvimento mais representatividade nos rumos da política mundial, mas é preciso zelar para que o protagonismo brasileiro não alimente desconfianças e se traduza em perda de isenção e de credibilidade.
O jornal O Estado de S. Paulo também deu destaque ao apoio dos Estados Unidos à candidatura da Índia ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, endossado também pela China, e que levou o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, a afirmar que Brasil e Índia não disputam a mesma vaga. Índia e Brasil formam com Alemanha e Japão o Grupo dos 4 (G-4), aliança que defende a ampliação do Conselho de Segurança de 5 para 10 ou 11 integrantes permanentes – as nações do G-4, mais uma ou duas da África.
O jornal O Estado de S. Paulo argumenta que nada garante que o G-4 entre em bloco no Conselho de Segurança, na hipótese de uma reforma ser realizada. As chances individuais variam de acordo com a situação da política e da economia global. Segundo o diário, a expressão internacional do Brasil cresceu substancialmente. Tal relevância deve-se ao fato do Itamaraty evocar a tradição pacifista e a consistente defesa das organizações multilaterais como foro para resolução de conflitos como fatores favoráveis à aspiração brasileira. Entretanto, o periódico aponta como obstáculo à pretensão do Brasil de integrar o Conselho de Segurança das Nações Unidas o fato de a América Latina representar uma região de baixo risco para a segurança internacional, o que consistiria em um paradoxo.
O jornal O Estado de S. Paulo, é coerente ao afirmar que a indicação dos Estados Unidos a favor da Índia não garante que o Brasil também consiga seu assento permanente no órgão. A postura estadunidense pode estar ligada às questões de equilíbrio de poder na Ásia e não ao entendimento de que o Conselho de Segurança necessita de uma reforma. Neste caso, a Índia poderia
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figurar entre os aliados dos Estados Unidos frente à China, potência ascendente no cenário internacional e frente ao Paquistão que, apesar de depender de grandes empréstimos internacionais, é acusado de abrigar células terroristas.
Além disso, a posição estadunidense de defesa de uma suposta entrada da Índia em um Conselho de Segurança reformado indica uma inflexão importante da postura do país, até então pétrea acerca da questão. Mesmo que essa nova postura esteja fundamentada em questões de equilíbrio de poder ou interesses geopolíticos, o Brasil poderia se beneficiar, pois a mudança na política dos Estados Unidos pode constituir-se em uma plataforma de legitimidade sobre a qual o Brasil poderia basear seus argumentos na defesa de seus interesses junto ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Por outro lado, a inflexão estadunidense em relação à reforma no órgão, sustentada também por outras potências que possuem assento permanente, se insere em um contexto internacional de transição marcado por continuidades e mudanças, ampliando a possibilidade de outros atores influenciarem nos rumos da política internacional. A mudança enfatizada pela diplomacia brasileira, contudo, não está isenta de conflitos e obstáculos. Mudar significa ferir pelo atrito os padrões estabelecidos, reduzindo a ordem atual até que os novos padrões se formem e estabeleçam novas rotinas da política mundial. Neste cenário o Brasil representa, pelo seu peso na América Latina e protagonismo nos organismos multilaterais, um forte candidato a integrar permanentemente o Conselho de Segurança. E, embora a América Latina seja um local de baixa tensão internacional, a região tem crescido em dinamicidade política e econômica, resultando na busca por mais autonomia e representatividade internacional.
Ainda no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU), o jornal Folha de S. Paulo destacou a atuação do Brasil frente às medidas punitivas ao governo iraniano, acusado de violar os direitos humanos. Segundo o jornal, a
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diplomacia do Brasil foi coerente com suas posições de confrontação com os Estados Unidos ao se abster da votação que aprovou tais medidas na ONU. Ao justificar a abstenção na votação da resolução sobre o Irã, o representante brasileiro queixou-se de que os direitos humanos são tratados no organismo de forma seletiva e politizada.
No entanto, o diário afirma que essa postura de oposição aos ditames estadunidenses é uma prática brasileira em suas relações exteriores e para corroborar sua assertiva, cita alguns exemplos: a interferência brasileira nas questões internas de Honduras, a reticência do governo brasileiro em condenar o mandatário sudanês, Omar al Bashir, por sua responsabilidade na campanha de limpeza étnica naquele país e, por fim, o próprio silêncio do governo brasileiro frente aos conflitos no Irã.
A Folha de S. Paulo conclui que a política externa brasileira deveria ser um instrumento de defesa dos interesses econômicos do país, colocando-se a favor da resolução negociada e pacífica de conflitos e de princípios como direitos humanos e autodeterminação. No entanto, no caso do Irã, as relações comerciais com o Brasil não são relevantes o suficiente para justificar a abstenção brasileira. Ao fazer isso, o Brasil demonstrou que apóia as práticas iranianas, ao invés da imparcialidade que queria.
O Jornal O Estado de S. Paulo criticou os argumentos utilizados pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, para justificar a abstenção brasileira na votação que condenou o Irã por violar os direitos humanos. O jornal afirma que a omissão do Brasil caracteriza-se como um apoio ao regime iraniano, acusado de violar os direitos humanos ao condenar a viúva Sakineh Mohammadie Ashtiani à morte por apedrejamento em praça pública por ter cometido o crime de adultério.
De acordo com Amorim, as repercussões e manifestações acerca deste tema específico serviriam apenas para agradar a imprensa e a algumas ONGs. A posição brasileira justificou-se, segundo o ministro, por dois fatos principais, primeiramente houve um diálogo entre Brasil e Irã sobre a condenação aplicada à Ashtiani, e depois, Amorim afirmou que o Brasil contribuiu para que
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o Irã revisse a pena, o que teria resultado no abrandamento da mesma para a pena de enforcamento. Para o chanceler, a forma mais eficaz de sustar abusos cometidos por regimes ditatoriais ou democracias de fachada seria a negociação a portas fechadas.
O periódico classificou tais afirmações como uma deturpação da realidade, pois argumenta que em outras ocasiões, compromissos em privado e pressões ostensivas quando combinados de acordo com as circunstâncias, possibilitaram que muitas vidas fossem salvas. A postura do chanceler brasileiro é compartilhada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, que, segundo o Estado de S. Paulo, classificou a questão dos direitos humanos como algo próprio do Ocidente, defendendo que o Brasil não deve se pronunciar a respeito do apedrejamento. Jobim afirmou que ao impor sua visão de mundo, o Ocidente produz intolerância e acaba por fomentar o terrorismo.
O periódico salientou que o fato do Brasil se abster na votação contra o Irã, fazendo coro com alguns países como Venezuela, Cuba, Líbia, Síria e Sudão, não sinaliza uma neutralidade, mas sim uma conveniência com a postura iraniana e que tem mais a prejudicar que ajudar o Brasil em suas políticas internacionais.
Destarte, é possível averiguar certo caráter de dissenso entre a posição adotada pelo governo para questões de Direitos Humanos em sua política externa e aquela esperada pelas mídias semanais analisadas. Tanto o ministério das Relações Exteriores brasileiro, como o ministério da Defesa possuem posição semelhante de não-utilização dos mecanismos internacionais de Direitos Humanos para intervenção em assuntos internos dos países.
Aspectos Comerciais e Econômicos
O jornal O Estado de S. Paulo abordou a política de expansão da Petrobrás na América Latina bem como sua relação com as afinidades ideológicas do governo Lula. Segundo o periódico, esta política de expansão não tem dado os resultados esperados, principalmente em relação à atuação
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desta empresa em países como a Bolívia e o Equador. Os mandatários destes países, respectivamente, Evo Morales e Rafael Correa, modificaram suas políticas de concessão de exploração de seus recursos minerais energéticos por empresas estrangeiras em seus países. Segundo o periódico, pela nova Lei de Hidrocarbonetos promulgada por Correa, as empresas que atuam no Equador deveriam se adequar às novas exigências ou deixar de operar naquele país, tendo a Petrobrás optado por esta última. O ministro de Recursos Naturais não-Renováveis do Equador, Wilson Pastor, declarou que seu país procurará recompensar financeiramente as empresas que não aceitarem as novas regras. No entanto, o jornal, pautando-se por outros exemplos semelhantes na América do Sul, como o da Bolívia há alguns anos, põe em dúvida as declarações do ministro. O diário ainda afirma que há setores dentro do próprio partido do presidente Lula que compartilham destas mesmas dúvidas.
Outro ponto digno de nota das relações bilaterais entre o Brasil e seus parceiros da América do sul são as frequentes barreiras comerciais impostas pela Argentina aos produtos brasileiros. O jornal O Estado de S. Paulo indicou que, desta vez, há um atrito maior no que se refere às questões diplomáticas já que o secretário de Comércio Interior do governo argentino, Gillermo Moreno, foi acusado de agir com certa truculência em suas colocações, sendo esta a novidade nas relações entre os dois países.
O jornal afirma que o Brasil tem sido complacente com as barreiras impostas pela Argentina, embora estas firam os tratados do Mercosul. No entanto, apesar de não adotar medidas mais extremas, o Brasil sempre reage às políticas comerciais portenha. Neste caso específico, a falta de cortesia do secretário, segundo O Estado de S. Paulo, tem incomodado mais o governo brasileiro que as usuais barreiras comerciais. Não obstante, apesar das desvantagens dos produtos brasileiros no exterior em virtude da valorização do real em relação ao dólar, o Brasil conseguiu acumular um saldo de US$ 2,9 bilhões no comércio com a Argentina. Esse superávit foi alcançado a despeito do aumento de cerca de 30% das exportações da Argentina para o Brasil, o
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que, argumentam os brasileiros, contribui para assegurar mais da metade dos 80 mil empregos da indústria automobilística argentina.
Tanto a frouxa postura brasileira em relação às barreiras comerciais impostas pela Argentina quanto as dificuldades enfrentadas pela Petrobrás nos países da região não são fatos novos. Mesmo em relação às más colocações do secretário argentino que o jornal aponta como o ponto mais crítico até então, não constituem uma completa novidade já que, há alguns anos, o presidente venezuelano se referiu ao Congresso Brasileiro em um tom pejorativo acusando-o de representar os interesses estadunidenses. Na ocasião houve um desconforto entre os dois Estados, no entanto, não chegou a implicar nas relações dos dois países. Ao que parece, o mesmo deve ocorrer em relação ao posicionamento do secretário argentino. Possivelmente esta tolerância brasileira em relação aos seus vizinhos e suas políticas seja parte do preço a ser pago para que um projeto maior, aquele que consolida o Brasil como líder regional, caracterizando a primazia do âmbito político sobre o econômico nas relações brasileiras com seus parceiros sul-americanos se concretize.
Na tentativa de diversificar seus parceiros comerciais sem, no entanto, romper com as regras estabelecidas pelo Mercosul, o Brasil estabeleceu um acordo estratégico de integração econômica com o México.
Após o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente mexicano, Felipe Calderón, terem anunciado, em 2009, a decisão de ampliar o comércio e o investimento, incluindo a possível negociação de um acordo de livre comércio entre os dois países, Brasil e México começaram a negociar um acordo amplo de integração econômica, previsto para entrar em vigor em 2012.
O acordo estratégico de integração econômica deverá reduzir tarifas comerciais e estabelecer regras de proteção dos investimentos e da propriedade intelectual. O objetivo é assegurar acesso aos mercados, com a solução rápida de problemas que surgirem. O acordo também assegura que serão reconhecidas as sensibilidades de ambos os países e será outorgado
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tratamento especial aos setores vulneráveis, item de especial interesse dos empresários mexicanos que temem concorrência.
Desde agosto de 2002, o Brasil tem com o México um acordo de redução de tarifas para cerca de 800 itens. Acordos bilaterais com o México são os únicos permitidos aos países do Mercosul, devido a um acordo-quadro assinado em julho de 2002, entre o bloco comercial do Cone Sul e o país norte-americano, que estabelece as bases para a futura criação da área de livre comércio entre as duas partes. O jornal O Estado de S. Paulo apontou que pouco se avançou nessa direção, sendo provável que nem a adoção de um acordo estratégico resulte na formação da área de livre comércio, sobretudo, devido à resistência do empresariado mexicano. Ainda assim, o periódico afirma que o acordo entre Brasil e México será benéfico para os dois lados, pois o comércio entre os dois países poderia aumentar de 5% para 10% em quatro anos.
No marco da formalização deste acordo, Brasil e México demonstram uma estratégia comercial consolidada nos dias hodiernos: a diversificação das relações comerciais. A diversificação dos parceiros comerciais e o empenho pela manutenção de uma relativa margem de manobra são essenciais para qualquer país que queira diminuir os riscos de depender de uma única economia e de ser afetado diretamente por uma crise externa.
Na década de 60, a Política Externa Independente inaugurou a idéia de ampliar o mercado externo brasileiro, sendo que, após um curto período de enrijecimento desta disposição no governo Castelo Branco, foi retomada e expandida em todas as políticas seguintes como um pilar da inserção internacional do país. Tal iniciativa prioriza a negociação bilateral, através da qual se alcança resultados práticos mais rapidamente, sem excluir, no entanto, a importância do estabelecimento de relações multilaterais, seja no âmbito da Organização Mundial do Comércio ou de blocos regionais.
O México, por sua vez, é um país fortemente dependente do mercado estadunidense, já que quase a totalidade de suas exportações se dirige a este país, o que aumenta a vulnerabilidade mexicana aos impactos da crise
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financeira internacional. Esta tentativa é, portanto, uma ótima oportunidade para o país tentar amenizar a dependência dos EUA e, desta maneira, conseguir um espaço maior de negociação. Neste sentido, a aproximação comercial entre Brasil e México é benéfica a ambos. Contudo, é importante notar que tais direcionamentos não preveem alterações na composição dos blocos de integração econômica ao qual cada um participa – Mercosul, no caso do Brasil, e Nafta, no caso do México.
No âmbito multilateral, o Brasil participou da reunião do G-20 nos dias 11 e 12 de novembro, em Seul. O país pleiteou que se incluíssem na declaração final da reunião mecanismos macroprudenciais para controles de fluxos de capitais, que representam controle mais amplo sobre o volume de moedas em circulação. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o governo brasileiro posicionou-se contra as propostas estadunidenses de estabelecer um limite para o desequilíbrio externo e atribuiu a culpa da desordem cambial aos Estados Unidos. O diário salientou que, apesar da aprovação pela diretoria executiva do G-20 de um interessante roteiro para discussões das questões econômicas mundiais, que inclui a reforma do sistema financeiro mundial e a atual situação de desordem cambial, tal projeto não é suficiente para a resolução dos problemas de desregulamentação.
De fato, apenas a elaboração de um roteiro de discussão não assegura que as reformas necessárias na condução da política econômica mundial serão efetivadas. A principal dificuldade reside na falta de consenso no direcionamento das mudanças entre as principais lideranças do G-20, dentre as quais se insere o Brasil. O posicionamento brasileiro, contrário às propostas estadunidenses, apesar de dificultar as negociações, reflete a tentativa de superar a crise econômica internacional em um âmbito decisório mais amplo, amenizando a predominância de algumas potências no contexto econômico internacional e abrindo um espaço de negociação que permite maior participação de outros atores. Em um contexto internacional marcado por mudanças e continuidades, o protagonismo brasileiro, e também de outras
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novas lideranças, contribui para reforçar o multilateralismo, acelerando as reformas no arcabouço econômico da política internacional.
Referências Bibliográficas:
Folha de S. Paulo – Editorial: O convite de Obama –10/11/2010;
Folha de S. Paulo – Editorial: Abstenção Pró-Irã – 23/10/2010
O Estado de S. Paulo – Editorial: Guerra Cambial – 09/11/2010;
O Estado de S. Paulo – Editorial: As credenciais de cada um –14/11/2010;
O Estado de S. Paulo – Editorial: Integração com o México –16/11/2010;
O Estado de S. Paulo – Editoriais: Cúmplices da barbárie – 24/11/2010;
O Estado de S. Paulo – Editorial: No Equador como na Bolívia – 26/11/2010;
O Estado de S. Paulo – Editorial: Maus modos, velhas práticas – 27/11/2010.

Argentina-Superar el populismo económico-Por Daniel Gustavo Montamat

Escrito por rigofa2011 08-12-2010 en General. Comentarios (0)
Superar el populismo económico
Daniel Gustavo Montamat
Para LA NACION
Martes 7 de diciembre de 2010

La reincidencia en políticas populistas, por derecha o por izquierda, ha transformado a la Argentina en un país decadente. Todo puede cambiar en una generación, si a los consensos políticos para "republicanizar la democracia" se suman las bases de una estrategia económica que nos permita reencontrarnos con el progreso y la justicia social.
En el corto plazo, habrá que compartir costos políticos para evitar nuevos atajos y futuras frustraciones. La energía social argentina debe ser canalizada en un proyecto de metas compartidas de largo plazo que traduzcan políticas de Estado.
La Francia de la posguerra estaba humillada y destruida. En agosto de 1945, pocas semanas después de la capitulación nazi, Jean Monnet, un empresario de la industria del coñac, hoy recordado como el "padre de la Unión Europea", se encontró con el general Charles de Gaulle en Washington. Nunca había habido empatía entre los dos hombres. Es más: los biógrafos dicen que el "General" sospechaba que Monnet era "agente extranjero". Pero la necesidad de la reconstrucción francesa era prioritaria y en esa ocasión el empresario le reclamó a De Gaulle que dejara de hablar de la grandeza de Francia: "Francia es hoy una economía pequeña; será grande cuando tenga el tamaño que lo justifique, y para eso hay que modernizarla y transformarla". Cuentan que De Gaulle reaccionó a la objeción de Monnet pasando a la ofensiva. Dando por superada la desconfianza, desafió al empresario: "¿Quiere intentarlo usted?". Jean Monnet aceptó el reto. En una oficina que tenía relación directa con el primer ministro francés, el empresario llevó adelante el conocido plan Monnet, de planeamiento indicativo. El programa privilegiaba la inversión necesaria para reconstruir el aparato productivo francés y medidas tendientes a una mejora sistemática en la productividad, para alcanzar las mejores prácticas de la producción internacional. De allí, el imperativo de superar las restricciones del mercado interno y el objetivo de obtener escala en el mercado regional. La Europa integrada, objetivo político tendiente a superar ancestrales guerras fratricidas, tenía también una razón de ser económica y social: una nueva escala de mercado para la producción interna. En una generación, Francia volvió a estar entre las primeras potencias económicas del mundo.
La Argentina del siglo XXI también se debate entre modernización o decadencia. El populismo económico encarna el rostro de la decadencia, y la modernización sólo vendrá de la mano de un proyecto de desarrollo alternativo.
Al comenzar la década del 50, la Argentina tenía una distribución del ingreso parecida a la de los países desarrollados de Europa (más cerca de 0,30, según el coeficiente Gini, en el que el 0 marca perfecta igualdad y el 1 evidencia la más absoluta desigualdad). Hoy estamos por encima de 0,50, como la mayoría de los países latinoamericanos. Las políticas sociales populistas no han logrado efectos redistributivos duraderos.
El populismo viene de fracaso en fracaso, pero todavía domina las corporaciones y atraviesa transversalmente todo el arco político.
El populismo económico, sostiene Paul Krugman, se caracteriza por los excesos monetarios y fiscales, y sus programas asumen la quimera del financiamiento externo irrestricto (que termina en default y devaluación) o la quimera de la emisión monetaria irrestricta (que termina en hiperinflación y devaluación). El populismo medra con la desigualdad y la pobreza; sin embargo, sus cíclicas explosiones de inflación, desempleo y devaluación producen más pobres y agravan las desigualdades.
Pero su atractivo electoral es innegable en el corto plazo. Las promesas redistributivas de hoy, aunque no sean sustentables en el tiempo y ni siquiera sean eficaces en sus resultados de corto plazo, dan rédito político inmediato, más aún en sociedades en que cunden la desigualdad y la pobreza. En medio de crisis recurrentes, cuando la competencia electoral es una puja de promesas populistas, es difícil para la sociedad distinguir los atajos engañosos y sus consecuencias sociales. También hay ofertas populistas en los países con desarrollo y cohesión social, pero, con menores apremios de corto plazo, quedan sometidas al contrapeso de otras propuestas que desenmascaran sus falacias e inviabilidad.
Para superar el populismo argentino y reducirlo a la marginalidad del discurso político, es imprescindible la cooperación de las principales fuerzas políticas a partir de acuerdos básicos que promuevan políticas sustentables de largo plazo, y hay que empezar a acordar por donde el populismo exhibe su mayor contradicción: la justicia social. El capítulo liminar de un consenso no populista debe fundarse en una nueva política social de largo plazo, con metas concretas de reducción de pobreza y desigualdad. El populismo ha deshonrado la justicia social, y el proyecto alternativo de desarrollo debe hacerla realidad.
La reducción de la desigualdad y la pobreza son compatibles con metas fiscales y monetarias que erradiquen los excesos del pasado y apuntalen horizontes de solvencia intertemporal. La austeridad fiscal deberá eliminar privilegios y concentrarse en las políticas sociales que más favorecen a los pobres. Es imprescindible arreglar el ascensor social descompuesto con una educación de calidad, igualadora de oportunidades.
¿Cómo acordar sustentabilidad fiscal y disciplina monetaria en un país reincidente en crisis e incumplidor serial? Abrevando en nuestro aprendizaje de prueba y error. ¿Recordamos los años virtuosos de los superávits gemelos, aquellos que vinieron más como consecuencia que por convicción? Hay que recuperarlos acordando la meta de sostenerlos (sin trampas contables) durante varios años. Además, el superávit fiscal debe alcanzar a la Nación y a los niveles subnacionales. Para eso, los consensos mínimos también deben alumbrar criterios rectores de un nuevo contrato fiscal entre la Nación y las provincias.
Un tipo de cambio flexible y competitivo se irá apreciando por aumento de la productividad sistémica y no, como ahora, por inflación. Para ello, habrá que aunar criterios en la constitución de un fondo soberano contracíclico que compre parte de los dólares del excedente comercial con los pesos del superávit fiscal. El ahorro público complementará el ahorro privado nacional para aumentar y sostener los niveles de inversión. Los consensos deben dar especial acogida a la inversión extranjera directa e incluir una mención explícita a la certidumbre de reglas y a la previsibilidad institucional.
Sobre los cimientos de una base macroeconómica consistente, vienen los desafíos microeconómicos para mejorar la organización del capital y el trabajo, aumentar la productividad sectorial y global y generar nuevos empleos. Aquí, la prueba y el error tienen para mostrarnos experiencias sectoriales como la del aumento de la productividad agropecuaria, y ejemplos exitosos como el de la comuna de Rafaela, en Santa Fe. Pero hay que abrevar en la experiencia comparada, para aprender de lo que funciona. El documento producido por la oficina local de la Cepal, "La Argentina ante la nueva internacionalización de la producción: crisis y oportunidades - 2009", combina diagnósticos sectoriales con propuestas concretas, y explora las potencialidades productivas del país en función de la región y el mundo.
El enfoque de las cadenas de valor, a partir de las ventajas competitivas de la cadena agroindustrial, es clave para empezar a compararnos en otros sectores con las mejores prácticas internacionales. Se trata de acercarnos a los eslabones de consumo final en las cadenas de valor global (de "granero" a "góndola"), para agregar más conocimiento y trabajo calificado a nuestros productos.

© La Nacion
El autor es doctor en Ciencias Económicas y en Derecho y Ciencias Sociales

Fuente: LA NACIÓN, de Buenos Aires.

Argentina-FFAA-Inadmisible criterio para ascensos-Portación de apellido(sistema nazi)

Escrito por rigofa2011 08-12-2010 en General. Comentarios (0)
Editorial
Inadmisible criterio para ascensos
Es aberrante e ilegal que los familiares de integrantes del gobierno militar no puedan ascender en las Fuerzas Armadas
Martes 7 de diciembre de 2010

La Presidenta ha formalizado la convocatoria a sesiones extraordinarias para que el Senado preste acuerdo a los ascensos solicitados para diplomáticos y oficiales superiores de las Fuerzas Armadas.
La acotada agenda incluye una controvertida propuesta de promociones militares que corona la discriminatoria política castrense de los últimos años concretando el pase a retiro de los oficiales "portadores" de apellidos vinculados con el último gobierno militar, con lo que consuman una ominosa injusticia.
Desde 2006, las propuestas de ascenso de las Fuerzas Armadas al grado de coronel y equivalentes, avaladas por las respectivas juntas de calificaciones de cada arma y por lo establecido en la ley 19.101 para el personal militar, han sido modificadas arbitrariamente por el Poder Ejecutivo al elevar los pliegos al Senado.
Esta columna ha denunciado la existencia del "delito genético" en el ámbito del Ministerio de Defensa. Los oficiales afectados poseen fojas de servicio intachables desarrolladas en democracia; no han participado en hechos delictivos de ninguna especie y, por sus edades, fueron ajenos a los trágicos años 70.
Sin perjuicio de que la Secretaria de Derechos Humanos informara que no pesaba sobre ellos reproche ético alguno, en los últimos años debieron portar una condena penitencial que postergó sus carreras profesionales.
La ministra Nilda Garré parece encaminada a imponer su criterio para "sanear" a las Fuerzas Armadas de oficiales emparentados directa o indirectamente con miembros de las Fuerzas Armadas o de seguridad que tuvieron alguna participación durante el último gobierno de facto, con lo que da cabal cumplimiento al decreto 1736/09 y a la resolución 382/10.
Ambas normas otorgan andamiaje legal a la delegación presidencial dispuesta por decreto que faculta al Ministerio de Defensa a apartarse discrecionalmente de las clasificaciones discernidas por los respectivos jefes de Estado Mayor y disponen un nuevo procedimiento de selección y clasificación militar, alejado de los parámetros de igualdad e idoneidad.
En efecto, esta arbitraria decisión ha impactado profunda y negativamente en la política de desarrollo profesional de las instituciones castrenses.
El nuevo procedimiento se traduce en una notoria subjetividad y falta de transparencia a la hora de materializar la recalificación en la instancia del Ministerio de Defensa, circunstancia propicia para cometer actos arbitrarios y de dudosa juridicidad, al tiempo que impulsa el regreso a una práctica que ha resultado funesta a través de nuestra historia: alentar la politización de las Fuerzas Armadas y crear en el seno de las mismas graves situaciones de injusticia.
La exclusión de los ascensos en razón de parentesco viola la Constitución nacional; afecta, asimismo, los derechos a una legítima defensa y a la igualdad ante la ley, derechos que también consagra nuestra Carta Magna.
Ya señalaba Juan Bautista Alberdi que "no basta que la Constitución contenga todas las libertades y garantías reconocidas. Es necesario que contenga, además, declaraciones formales de que no se dará ley que, con pretexto de organizar o reglamentar el ejercicio de estas libertades, las anule y falsee con disposiciones reglamentarias".
El propio Congreso ha sido soslayado en este debate porque la Comisión de Acuerdos del Senado citó a los oficiales afectados para que pudieran expresar su agravio ejerciendo un legítimo derecho de defensa. Sin embargo, Garré les prohibió comparecer.
En oportunidad de la reunión de la Comisión de Acuerdos, la senadora Sonia Escudero expresó: "Tenemos que abrir una mínima investigación a ver si realmente aquí se está produciendo un quiebre de la carrera donde no hay ascenso por mérito, sino un sistema de discriminación organizado". Su posición fue ampliamente respaldada por la comisión.
Tampoco la ministra Garré ha dado cuenta de sus dichos en un comunicado de prensa del año último en el que quiso justificar las exclusiones en la existencia de sumarios abiertos, el rechazo por las juntas de calificaciones en dos años consecutivos, la participación en casos de violación de derechos humanos y en hechos de corrupción, entre otras razones.
Pero la verdad es que nada de ello sería cierto y el motivo de fondo es, en buena parte de los casos, la portación de apellido, como ocurre con una reciente resolución de Garré que condena al retiro a varios oficiales. Uno, el capitán de Fragata Eduardo Enrique Pizzagalli, primero de su promoción y medalla de oro, es hijo de un intendente de Ensenada durante el gobierno militar.
Que la sola circunstancia filiatoria importe soportar postergaciones o desconocimiento de méritos y servicios, tratándose de personas ajenas a cualquier hipótesis de culpabilidad o responsabilidad, constituye una discriminación y podría ser plausible de denuncias criminales.
Estos hechos constituyen una ignominia que no puede ni debe permitirse, porque profundizan el desencuentro entre argentinos, no contribuyen a afianzar la unión nacional y materializan una injusticia de graves consecuencias al truncar el desarrollo profesional de oficiales intachables e idóneos que, con entrega, abrazaron la carrera de las armas en defensa de su patria.

Fuente: LA NACIÓN, de Buenos Aires.

Claves Americanas-A la larga, una ayuda para Washington-Por Andrés Oppenheimer

Escrito por rigofa2011 08-12-2010 en General. Comentarios (0)
Claves Americanas
A la larga, una ayuda para Washington
Andrés Oppenheimer
Martes 7 de diciembre de 2010

MIAMI.- La secretaria de Estado norteamericana, Hillary Clinton, probablemente se haya equivocado al denunciar la publicación de los 250.000 cables diplomáticos por WikiLeaks como "un ataque contra Estados Unidos": a corto plazo, las revelaciones perjudicarán a su diplomacia, pero a largo plazo puede que ayuden a mejorar la imagen de su país en el mundo.
Si lo que hemos visto durante la primera semana de revelaciones es la parte más jugosa de esta filtración masiva, indudablemente hará más difícil la vida de los diplomáticos norteamericanos en las próximas semanas y meses. El gobierno de Barack Obama va a recibir golpes de todos lados.
Los aliados se van a sentir traicionados. Gobernantes como el rey Abdullah de Arabia Saudita, que según los cables instó a Washington a atacar Irán y destruir su programa nuclear, le van a preguntar a Obama: ¿cómo podemos confiar en ustedes si nuestras conversaciones secretas terminan en las primeras planas de los periódicos del mundo?
Los adversarios de Estados Unidos, a su vez, usarán cualquier crítica en los cables para acusar a Washington de estar metiéndose en sus asuntos internos. El presidente venezolano, Hugo Chávez, ya está denunciando los cables que aluden a los esfuerzos norteamericanos para contrarrestar su influencia en la región, aun cuando los documentos no respaldan sus acusaciones de que Washington estaría tratando de desestabilizar a su gobierno.
Y en Estados Unidos la derecha embestirá contra Obama por no respaldar a las fuerzas conservadoras en Honduras, donde el año pasado los militares depusieron al entonces presidente populista Manuel Zelaya.
Así, durante los próximos meses, Estados Unidos recibirá una paliza. Una nueva encuesta realizada por Latinobarómetro en 18 países de América latina revela que Obama es el líder extranjero más popular en la región, junto con el presidente de Brasil, con un 73% de aprobación cada uno. No sería raro que las cifras de Obama caigan en la próxima encuesta.
Sin embargo, dentro de uno o dos años, cuando los cables diplomáticos desaparezcan de los titulares y pasen al mundo de los historiadores, quizá sirvan para desarmar algunas de las teorías conspirativas que proliferan en el mundo.
Los grandes titulares de hoy, como la pregunta de Clinton a su embajada en Buenos Aires sobre la salud mental de la presidenta Cristina Kirchner, pasarán a la historia como fascinantes pies de página. Pero, como cualquier diplomático puede atestiguar, ese tipo de preguntas abundan en el tráfico de notas de las embajadas.
Hasta el momento, el cuarto de millón de cables revelados no sustentan ninguna de las más extravagantes teorías conspirativas que circulan en Internet, como que el ex presidente George W. Bush -y no Al-Qaeda- fue responsable de los ataques del 11 de Septiembre o que el principal objetivo de la desastrosa invasión estadounidense a Irak fue apoderarse de las reservas petroleras, o que los diplomáticos de Estados Unidos en América latina conspiran en secreto con políticos opositores para deponer a gobiernos de izquierda.
Los cables mencionan 696 veces la palabra "Chávez", pero éste debe de estar decepcionado porque, hasta ahora, no apareció nada que pruebe sus denuncias de que Washington conspira junto con la oposición venezolana para deponerlo. De hecho, los cables demuestran que la diplomacia de Obama ha tomado partido por la democracia, aun cuando eso implicó apoyar a líderes populistas como Zelaya.
En contra de los deseos de la comunidad empresaria y los conservadores en Honduras, el embajador norteamericano en Tegucigalpa, Hugo Lloréns, informó a Washington en un cable confidencial que "el golpe militar contra Zelaya fue ilegal y la asunción de [Roberto] Micheletti como «presidente interino» fue totalmente ilegítima''.
Mi opinión: aún es temprano para dar un veredicto final, porque falta examinar miles de cables y podrían surgir evidencias de que Estados Unidos está volviendo a sus prácticas más oscuras. También hay que tener en cuenta que hay otros cables de la CIA y otros organismos de inteligencia que no están incluidos en el paquete divulgado por WikiLeaks.
Pero si los próximos cables no revelan algo más explosivo, el hecho de que un cuarto de millón de notas diplomáticas confidenciales no contengan referencias que respalden las teorías conspirativas debería restarles seriedad a estas últimas, al menos entre personas razonables.
Paradójicamente, WikiLeaks podría ayudar a restaurar la imagen de Estados Unidos a largo plazo.


Fuente: LA NACIÓN, de Buenos Aires.